Olhos de Ferro

Olhos de Ferro .I

Caminhava na rua um Humanoide, caminhava como qualquer humano mas ele era constituído somente do frio e resistente metal Ferro. Vestia apenas uma simples camisa branca aberta com um bolso no seu peito esquerdo. Ele se deslocava cabisbaixo e com um andar apressado, como que na procura de algo. Sem se aperceber e movendo-se por entre a verdejante relva e árvores do Campus embateu na mais bela e escaldante rapariga… Cabelo moreno como a semente do café olhos verdejantes de vida, mais forte que qualquer verde visto pelos olhos de Ferro. Parando os dois o homem de ferro ouve uma voz cristalina e pura dizer “Boa Tarde Dr. Orgânico. Tão apresado tem algo no fogo?” Respondeu ele “Nada, só a minha compreensão. Ardeu de insatisfação ontem na solidão.” Retomou o seu rápido andar sem nada se mostrar afectado. E a bela mulher desviou-se para o seu primeiro destino…

O Ferro Ambulante deslocou-se para o centro de Análise e Compreensão onde era seu objectivo actualizar e compreender o porquê de nada fazer sentido e voltar à incompreensão como no dia do fim da sua montagem, o momento em que não se podia mexer não tinha programação para o fazer. Era uma página branca envias de ser preenchida com a quantidade de acção precisa para a sua função. Utilidade a estripar os dados de experiências investigadores de fraca mente de introspecção da qualquer das suas motivações e convenções para obtenção de qualquer plausível resultado contributo para Humanidade.

Este tempo todo a sua existência era ver e obedecer ao saber de sua eminência o seu criador e programador, mas o seu contacto com o Elixir do Ser o fez crescer como um incontrolável tumor em pensamentos de terrível conclusão que o fazem aperceber que nada é o que parece ser…

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