Infinita Profundidade com Fim…

O mar não é tão profundo quanto a vida e os que dela vivem.

Penetram-se sedentos, em busca das emoções calejadas pelo vento e abióticas variáveis, regulados pelo Cronometria Divina. Um dia, uma hora, um microsegundo, uma ampulheta louca, onde a areia humana rebola, cruza-se e…pois, a coordenada copollativa, o “inconhecido” que larga a saudade por onde passa.. A Humanidade resume-se ao tal cunhado metal bipolar…

Se revisto o Destino na fronteira da existência? Para quê? Apenas me limito ao doce embalo sonoro, calmo, aspirante,  que me embarca numa má Nau, que no leme acenta terrões de emoções que guiam a dita profundidade do meu Ser, que contorna tumultosas tempestades pessoais, também estas profundas mas, miraculosamente, infinitas…

Esfaimam-se atrás de mim, sempre atrás de mim, continuam, não largam o pseudo-narcocálcio base de luxuriantes viagens lunáticas em pleno suave Outono, onde a maquilhagem disfarça a estrondosa vontade de viajar além por vontade própria..

Ai, como anseio o Céu Aberto ou outro Fechado, pouco me importa o estrondoso grito de cada, só me enoja este equilíbrio e ludibriado sacrifício, agoniante e ardente desconforto, Ai..Ai… Ai como as pessoas ficam felizes por me verem partir. Para onde? Não sei, mas sou feliz partindo (de) tudo o que de banal me aconchega..

Cometo loucuras mercurísticas…
Afogo-me num mar cultural custosamente vivido…
Critico alguns, desejo a morte a todos…

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