O Impasse da Estagnação

O Impasse da Estagnação .III

Parado e estagnado, continuava sentado o Dr. O, ele esperava a alteração na sua constituição. Alteração que traria a resposta da pergunta. A mudança de visão que lhe desobstruía a interpretação. Uma parede branca ele via, nela clareava os seus pensamentos, por curtos e meros momentos. No impasse de retornar ao mesmo ponto de partida já antes visitado. O impasse de andar mas de correr para o mesmo ponto sem nunca dele ter partido. Impasse. Impasse. “Eu estou estagnado no charco do Impasse”.

Sim, saber onde estás ajuda a mexer mas o que fazer quando não sabes para onde caminhar pois tudo te é igual! Tudo te é igual!! gritava o pensamento de Meta. “Que meta tenho eu?” Voltando já ao ponto A do inicio do circulo, do impasse, do círculo onde o Dr. está. Parado, Imóvel e contorcendo-se no interior com um mexer de remexer, sem parar. Não pensem este ser o caminhar do Dr.. Este é o Impasse da Estagnação onde Meta se mexe sem coração ou máquina de emoção imobilizado pela dúvida, paralisado pela resistência da solução.

Perdido no escuro do seu pensar, sem perceber como agir de seguida coloca as mãos na cabeça, desesperado sem saber, sem ter informação para continuar a sua formação na disciplina da criação. “O que agir, o que fazer?” “Perdido aparentas estar” ecoou a foz da Conclusão na cabeça caída sobre os braços do Doutor. Ignorando a sua audição interior continuou na depressão a metálica criação do homem sem noção de efeito. Esta causa parada no centro eléctrico do “robot” tem o efeito de estagnação. Respondendo a Conclusão ele diz, “Que vou eu fazer?”

Olha o casulo do bicho da seda no poster da Metalmorfose. A verde e amarga larva se transformou na calma e decisiva Borboleta. Que analise fazes desta informação?

“A vida Muda, na Transformação após a duradoura Estagnação”

Advertisements

About this entry