Esfomeada Confiança

Em fluído amniótico estrebucha a criança Confiança, chora querendo comer, mamar no peito do elogio.

Vendo a penosa criança, suja e embebida no líquido, a carinhosa Solidariedade aproxima-se para dar o leite do elogio à esfomeada rapariga. Ela depressa se levanta e trinca o seio, marcando para sempre a glândula com a dentadura pequena e ainda por desenvolver. Incessantemente ela mama fazendo a Solidariedade arrepender-se de alguma vez ter dado o seu elogio. Tenta com as mão afastar a criança confiança do seu belo peito, tendo mesmo que rasgar o mamilo pois a já com 5 anos confiança não deixava de trincar…

Caiu no chão a  criança mais uma vez resmunga, e grita fazendo birrinha por mais alimento, já de papo cheio de elogios roubados e saqueados à Mãe Solidária. Mas esta não lhe dá mais atenção, não a amamenta mais… Mas a confiança continuava a choramingar no chão confiante que a Mãe voltaria. Sem paciência para mais esperar levantou-se e foi procurar pelas ruas da cidade Éden mais elogios onde se sustentar.

Olhava a criança  as ruas pela mais suculenta mama onde se alimentar. Mas ninguém lhe daria leite numa travessa de prata. Ela teria de por ele trabalhar. Mexendo-se para ajudar uma jovem carregada com muitas sacas da mercearia. “Quer ajuda?” De certa a jovem respondeu que sim. A Confiança carregou a carga para o apartamento, o 3º E do bloco em frente. Distribuiu com uma enorme rapidez as compras pelos armários e estantes, sem que a jovem Armanda tivesse tempo para entrar em casa. A confiança portanto esperou que a Armanda entrasse e no momento em que ela abre a porta a rebelde Confiança saltou para o peito da bela jovem e rasgou de imediato a camisola. Sugou todo o alimento de beldade deixando a inanimada na entrada. Já adolescente a Confiança correu abandonando-a, este assassino não retorna ao local do crime.

Este animal sem trela ou controlo irá consumir metade do mundo na sua incessante fome de atenção e louvor. As ruas toda e a gente é cega ao monstro que por elas caminha, a confiança. Já uma tão bela mulher de loiros cabelos e olhos de profundo azul. Se alguém com olhos para ela olhasse veria uma Succubus sedenta de alimento carnal, capaz de canibalismo, mas tão deslumbrante para quem não vê mas olhos tem na cara.

A Confiança mais uma vez já tinha uma vítima identificado na multidão quando um laço em redor do seu pescoço surgiu. Rapidamente se apertou esmagando a traqueia da mulher Confiança. A ser domada estava. Estrebuchava no chão tentando em tudo bater para desta trela se soltar… Mas o forte homem Defeito a aguentava presa…

A luta durou séculos numa bolha de conflito universal mas fora desta apenas passara nada mais do que um segundo. Quando ambos saíram  da bolha os dois se tornaram em deuses de dar o melhor aos Homens…

Domar a Confiança! Lázaro Huginn

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