Estranhos Perfeitos

Uncanny Valley.!

Arrepios, desconforto e incómodo sente-se ao ver-se uma copia de todo o nosso ser, uma cópia perfeita dos nosso atributos, uma replica inanimada do nosso ser. Esta percepção, este fenómeno é produzido pelo nosso cérebro, estranha e preocupante a sensação não tem explicação até estes tempos.

A Percepção, processo complexo cerebral. Percepção e observação relacionam-se como dois organismos em simbiose produzindo informação um para o outro em que a falha de ligação causaria catástrofes sérias na interacção humana do o físico exterior. Toda a percepção nasce na branca infância. Aprendizagem da percepção o inicio do contacto com o universo, é o ganho de consciência de do recém criado ser – as crianças – Bolas de Gelatina não-pensadoras que quando tocas pelo todo em sua volta, sentem o tremer que dá a luz a percepção, provocando tremer experimentas, mais complexa percepção e aumentando em complexidade e assim em diante… Até que interacções repetitivas e recursivas com nós mesmos e o ambiente os transforma de Gelatina em adultos pesadores, tendo opinião sobre outras gelatinas de diferentes sabores e cores. Cirando assim a mente humana que pode ser vista (C.S. Peirce) como uma máquina de produção de hábitos. Isto é, novas situações, novas acções, novos objectos provocam uma nova reacção emocional, habitualmente desconforto. Com o passar do tempo as novas situações vão envelhecendo o objecto torna-se pano de fundo, parte do cenário mental. Símbolos tornam-se ícones.

Quando algo  não se encaixe no nosso pano de fundo, quando uma peça do puzzle não encaixa no lugar que falta, quando algo é suposto encaixar nas expectativas em de facto não encaixa isso cause desconforto. É como ver o nosso ser em frente aos nossos olhos, ambos somos Estranhos Perfeitos, perfeitos idênticos sem qualquer diferença entre ambos, mas estranho pois nenhum se conhece por fora, nenhum se conhece pelos olhos de outro Homem. Este sentimento (para Freud) parece estar associado com a tentativa humana de negar a Morte copiando-se a si próprio que quando visualizadas por ele mesmo parece estranho… (filme Moon)

O efeito Uncanny Valley. O sentir o nosso próprio ser pelo exterior dele, sair do nosso corpo e olhar para nós do espaço exterior que ocupa a nossa “alma”. Transcender as barreiras física do nosso corpo ao ponto de sentir que o nosso cérebro, a nossa personalidade apenas permanece presa no lugar móvel que estas células que definem o nosso corpo ocupam no espaço e tempo… Será este sentir um passo para ascender? Ou será este um oficio da vida para evitar que a mente caia num precipício sem retorno, de confusão e loucura metal…?

Estou neste corpo porque todos a um temos direito, mas como será ele pelo exterior… horroroso, incomodo e estranho.

Lázaro  Huginn
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