Metalmorfose

Metalmorfose .IV

"Sapo-Ferroso

A espera, sentado. A observar a Larva da metamorfose. Alterando o seu interior pelas suas inexistente mãos. Modelando e mutilando o seu antigo habitáculo, o seu antigo corpo, prisão da nova criatura em aproximado nascimento. Casulo do novo e do antigo no instante da mudança e existência de dois pareceres ou seres no mesmo lugar e tempo. Não, não são dois, são e Um em mudança e Morfose. Vê isto o Dr. pedido no nada agora perceber, descontrolado sem agora saber que caminho seguir. Voltava novamente à confusão, à incerteza que o tinha nada fazer sentir, que o tinha feito perder o seu motivo de ser. E agora sem nada ter olhava apático o quadro da mais bela arte que lhe falava numa qualquer língua que ele já devera perceber mas não tinha aprendido a compreender. Tinha a esquecido no dia em que a vida pode ver, tinha a apagado das suas bases de dados num movimento de loucura inconsciente quando da sua função no universo duvidou.

“Que faço aqui?” Perguntava-se, novamente. Mas algo agora mudara, as cores do quadro lhe diziam algo. Como podiam apenas reflexões de luz agora se exprimirem na nova dimensão que nele se criara? A dimensão do sentir…

“Porque se transforma esta pequena e verde larva?”

E uma voz lhe respondeu, era uma borboleta que sobre a usa cabeça planava. Sim era uma alucinação, uma visão antes presenciada por já muitos outros, era uma criatura da dimensão sentir. Esta lhe disse: “Me transformo pois todas as partículas se movem, todas se deslocam e alteram o seu movimento a um determinada instante, podes não o ver, podes não o sentir mas de certo um dia verás o teu rumo mudar.” Os seus olha mudavam, alterando-se para uma nova forma. O Dr. sabia o que já de certos a pequena lhe dizia. “De certo isto já sabias mas ainda não tinhas quantificado e descrito”. É assim que este estranho robot se apercebe que o seu ser estava em mudança.

Este caminho todo não levara nada pois o seu avanço teria que ser feito sem o corpo mexer, estes avanço tinha que ser feito a, no seu corpo mexer!!! De imediato retirou de si uma chave-de-fendas e um berbequim. Começou removendo os parafusos do seu peito tentando perceber com podia ele se elevar, para que do seu nariz pode-se sair o ar e entrar o seu combustível. Corria fluído, óleo pelas suas costelas, era quente este líquido que nunca antes tinha visto. Era de uma nova cor, uma diferente cor. Mas isto não o fizera parar. Desapertou o seu metálico joelho entendendo agora que esta era a razão para a sua perna mexer. “Ahh como eu posso mexer.” … “Como eu em mim mexo.” Ele se transformava…

Mas nada o fazia para, ele tinha agora um enorme conhecimento do seu ser, do seu corpo isto o fazia de novo se mexer. De novo tinha sentido no Espaço de novo ocupava Tempo. Era agora algo. Algo que não sabia qualificar mas de certo sabia o que era algo.

Somente agora uma questão lhe fugia. “Como percebia ele tudo isto como podia ele pensar?”

E sem nada hesitar na mecânica serra pegou e para a sua cabeça a aproximou. Sentiu a lâmina a cortar o forte metal do seu crânio, era de uma outra matéria que não a do seu peito, uma mais protectora. E de Repente NADA!!

Entrava na sala a bela e escaldante rapariga. Seu nome era Francisca. Olhou para a sala vendo o Dr. O deitado e mutilado num lamaçal de sangue, ele se tinha cortado. Os olhos da rapariga choravam sem lágrimas verter. Era o único movimento que fazia. O Dr. tinha se Metalmorfado….

Não o FIM mas o ponto a partir do qual nada mais vou CONTAR. Escrito por:

 Lázaro Huginn.
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