Delirium Tremens

Letras para Egdar Allan Poe

Vozes e imagens, correm pelas minhas pálpebras, os objectos gritam e as vozes têm cor. Este enorme e delirante calor perpetua para a minha alma sem aterrura, sem qualquer terra ainda sobre ela, sem caixão, mas já sobrevivendo esta prisão onde todos os condenados racionalizam, nunca tendo o pecado entornado no seu vermelho sangue que corre nos canos encarnados. Escuro e amargo é o sentir na cela mas na solitária é a calma sem qualquer esparrela. O que afirmam estar compresso no seu corpo, na sua carne e pulmões sem ser atracado a cordas ou cordões dizem se falar como alma nesta terra de salva, pelo seu lema em cada corpo habita uma alma, mas a tristeza ecoa que em cada corpo adormenta a bela adormecida alma. Em perpétuo coma e contínuo sem firmeza perdida, sem natureza. O sono não é descanso da alma. Este sono é tortura da insuportável amargura , o sentir toda com a dor e amor.

“Estou maluco” a parede grita e guincha: eu sou pedra e coração sem frio ou paixão, trazem-me a bandeja com a cabeça dos que esqueça na fria noite e anoitecer da despesa que todos esqueça, na habilidade da destreza que na insanidade busco a felicidade. Neste mundo não sou poderoso como possam achar, sou um monstro sem acalmar… Vejo formas que não existem, ouço-me falar como se de outra pessoa me falasse. Pensas em demasia sem qualquer anomalia este delírio te afirmar tu tens um cérebro com asfixia. Tremo e não posso escrever o que consigo de ti perceber […] Seu triste… adormecer… que […] te vais para sempre [….] um dia perder… . . .   …. .. . . .. … . . .

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