A Pedra Que só sabia Amar

II

Era escura, negra e dura, fria todo o ano. Martelada e afectada pela erosão tinha sido. A pedra que era o coração do solo. A pedra que apenas amava, amava tudo, a àgua que a desgastava e que a fazia desaparecer, amava o ar que a diminui aos poucos as outras pedras que competiam pelo tamanho e pela preciosidade de minerais. Era duro o mundo das pedras.

Esta pedra tivera uma vida antes, uma vida de temperaturas tão altas que tudo se queimara, tudo o que a pedra era antes tinha ardido e desaparecido no inferno do magma, no inferno das profundezas, no calor da escuridão. Assim que a pedra voltou à vida, a sua alegria voltou, tudo voltaria ao normal depois do arder do inferno. Com tempo e calma tudo voltaria ao que era, a vida voltaria a plantar fungos e a vida, insectos e aves na sua superfície fria e dura e esta pedra voltaria a ser a pedra que era, o suporte que fora para a vida, para o mundo, a subida à superfície depois do inferno do calor, dera a pedra, de novo ao seu ser. O seu interior, que tinha um dia sido toca pela vida. Pelo agitar inconstante da vida. Apercebendo isto, a pedra sabia que a sua vida voltaria ao que era.

A Pedra voltaria novamente a apenas saber amar.!!!!

Manuel Vela
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