A.braços de Corpo

Papeis velhos.

Escritos do ano 2008. “O que fazer quando, nos teus debilitados braços, permanece o vazio e belo casulo que outrora continha a mais brilhante riqueza que o minúsculo homem pode desejar, que continha o único anjo que pode tornar, ou germinar no interior do homem os mais belos sentimentos? Os sentimentos de amor, de completo quando sente na sua pele a luz para sempre perdida do casulo mais precioso de todo o universo o que continha a sua amada, que permitia que o impuro homem se purificasse de cada vez que dela se aproximava, de cada vez que na sua superfície toca, superfície de suave a aromática seda tão colorida com as cores do deleite, o do amor.

Amor o que por ti sinto com cada pancada do meu coração, tanto prazer sem consolação pois quando sinto a tua respiração tão perfumada e suave como a brisa matinal, a brisa que trás o primeiro cheiro das rosas, das orquídeas, que ainda mais ninguém sentiu percorrer o corpo, meu corpo tão desajeitado e impuro. É nesse momento, o momento em que te vejo pela primeira vez, no dia em que sobre mim se abate uma calma preocupadamente inquieta. Que harmoniosas palavras serão compostas nessa tua carnuda boca que todos os dias anseio por tocar, por beijar… Ah! O meu primeiro beijo esse tão ansiado momento desde o dia em que os meu escuros olhos viram essa cristalina luz.

Será tudo isto amor, paixão pela mais perfeita criatura que já conheci ou vi? Oh Deus, porque rompeste tão belo casulo sem que dela tenha sido libertada a mais linda borboleta. Porque me privaste desse primeiro beijo quando nos meus adoentados braços atiraste a dor de perder a riqueza que nos torna vivos na sua proximidade. A dor que sinto nos joelhos na barriga… onde está o meu coração? Arrancado do meu forte peito sem que nada tenha sentido. NÃO !! A morte da minha amada nos meus braços! É…É…É como um tiro no cérebro com todos os pensamentos da minha estadia no Hotel Mundo em apenas um segundo. Um segundo que dura uma eternidade de tortura, sendo queimado vivo e assistir a todo o derramamento do meu e do teu próprio vermelho sangue sem sentir, apenas uma dor tão forte que nada a cura e nada a enfraquece. Ahhhh! Esta é a mais tortuosa tortura que se faz a alguém vivo … ou será morto? Afinal o que sou? Um morto-vivo, talvez um Zombie que não é aceite no céu, e a quem fecharam a porta do inferno. Eu imploro leva-me com ela, eu farei tudo por issoooo. Dá-me só isto nesta interminável tortura. Leva-me com ela!”

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