Onde? Aqui? Quiçá

Uma pergunta persegue-me a mente.
Como sabe alguém que está maluco?

De um amigo, quiçá, já nem sei bem o que ele me é, dizia ele que agora tinha com quem falar. Ele dizia ter conversas longas com duas pessoas que todos dias estavam com ele, afirmava ele que tinha agora uma companhia. Talvez quem saiba uma companheira, uma pequena e carinhosa parceira… Quiçá mais uma vez uma amiga.

Posso agora conversar com quem me presencia e se questiona de tempos a tempos, verão ou primavera, inverno ou pálido outono como me encontro agora. Pode constar por aí que esta companheira é a forma de mulher e parceira. Este meu amigo me contava, calmo e pacífico ele afirmava falar. Queria ele no dia de hoje me apresentar essa tal companheira… Eu decidi que seria bom para mim conhecer a tal pessoa que fazia agora o que nunca ninguém até este verão de hoje teve como fazer, fazer companhia… Ele me apresentou a essa tal senhora. Ele falava, perguntando como estava agora a menina que ele deixara para regressar ao trabalho na instituição de estudo.. Eu a conhecia mas devo dizer que ela era uma parede, um pedra fria e dura. Ele agora falava com paredes, com a simples pedra que restava nas traseiras de sua casa, tal como nas traseiras da sua alma apenas existem agora as pegadas da pessoa que abandonou a casa para voar até à maluqueira que é viver nesta casa onde se amassa de tudo e se bate em pedra na esperança que ela caia. Bem, a pedra que eu conheço ainda hoje não caiu.

Esta pedra, portanto, já nem parece uma pedra. Ela já não sabe o que é… Será que se transformou…

Esperem… Esta pessoa que vos falo sou Eu… Bem descobri afinal que já sei verificar se estou ou não maluco…Já falo para a parede, devo assim ter perdido a cabeça, mas esta imaginação é tão rica em vida que nela vou ficar…

Estou aqui mas nunca me encontrarás… Talvez não saibas procurar. Eu me perdi para a esquizofrenia que é a minha mente…Deixo de escrever que isto já são apenas letras de um maluco funcional. Onde me encontrarás? Com a honestidade de um Cavaleiro posso-te dizer já: isso eu não sei. Mas para quê saber onde estou se já ninguém comigo quer estar a não ser esta bela parede.

Um muro! Querida Flor Pedra!

Advertisements

About this entry