DezConhecidos

Sou um desconhecido
Um homem tão querido
que é ao fim do dia esquecido
Sou um desconhecido
Corpo familiar sem sentido
Reconheces a minha cara
Mas a minha alma esqueces para
Te relembrares na semana seguinte
Que sou nada mais que um contribuinte
Impostos e mão-de-obra
Forneço para a nossa obra
Todo o material de construtor
Não sou impostor mas pago impostos
Rei e rainha sempre depostos
Dos seus tronos feitos em legos
Sem reino ou reinado
Quem é perdido e achado
Numa cadeira de madeira
Ali repousando, sentado
Alucinando sobre o reino
Vendo grandeza na triste avareza

Manuel Vela 

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