Escrito

 

Ah como estou perdido, perdido em mim mesmo, perdido nos outros
Afogado e empurrado para o desmedido, ah como estou perdido
Mentido e desentendido, flagelado, apagado e destemido
Ah como estou perdido para o ambiente, não sou demente
Mas minha pele se perde para o ambiente
Ah como estou perdido, medido, esquecido e apagado
Entre árvores e prédios em oblívio, ah como estou perdido
Destruído e reconstruído para qualquer tarefa
Ah desfeito e reparado como estou abafado
Será chuva ou apenas água onde estou afogado
Ah como estou pedrado, apedrejado e apaziguado
Será que quero dizer perdido? ou apenas esquecido
Nesta confusão já estou até esquecido do que tenho dito
Sou eu mentiroso ou chumbo, o soldadito
Ah como estou… Aqui parado, na dobra da esquina arrumado
Ah mas encontro, neste conto de rima que reconto
O meu primeiro ponto! Ah como estou!
Ah como sou! Isso apenas uma existência completa pelo perdido!
Das ruínas afloram riquezas e se estou perdido
Em ruínas deve meu corpo aparecer
E dentro delas agora se libertar meu ser,
Ah como ser perdido é ser livre disto!

Ernesto Fulco Guerrero
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