Mão Negra e Canibal de Luxúria

Mão Negra e Canibal de Luxúria

Vou fugir, correr e sair. Deixar isto, este lugar, esta espelunca. Qual lugar de higiene ou educação, isto é um ninho de imundície e desrespeito, não há nada ou ninguém com jeito, jeito de ser um homem ou próximo de ser alguém. Alguém simples, nem que seja um homem humilde que deseja, pede deve. Se endivida a outra pessoa, não em dinheiro mas em trocas de acção, o endividamento de um tipo de favores, sem serem dos que se cobram mas dos que se dobram e desdobram em gestos.

As paredes imundas de branco, de pureza falsificada. Um simples papel carimbado na fachada do parental que semeia filhos e enteados que pulso e pescoço atados. Pestes a enforcarem-se no seu oceano de auto bajulação. Ah esta fuga, este meio-cheio abandono da merda que se faz e sempre sem dono cheira e seca no solo. Pior que os dejectos de cães, não há saco, saquinho plástico para os apanhar como objectos da porcaria que o homem faz e nunca pensa ou sequer desfaz. Qual queremos paz? O que este simples homem de Agá pequeno deseja é a sua paz, aquela que dele constrói e faz um homem que comanda e domina. Nunca pensei haver, e eu acho que até já me custa ver, tanta gente no mesmo lugar a ver e a ser… aparenta que 2o indivíduos no mesmo lugar se julgam ser o comandante, o ché, o amigo. A valorizar? Esses 20 “solitários” comandantes mal preenchem o espaço do verdadeiro almirante e capitão. O joaquim de todas as ferramentas ele julga ser, mas os canos tem furos e esse joaquim que de tão duro se apelida é uma alma já há muito falida e partida, a anestesiar a dor de não ter por si amor. Odiar-se por não conseguir a sua alma arranjar, qual beleza nesse andar e passear. Eles são asquerosos, horrendos mesmo. Deformados pela pedrinha no sapato, orgulho desfigurado pelo ódio. Não os julguem mal, estes habitantes da minha partida são condenados, fatigados e fracos homens, deixando-se levar pela corrente, afogados no seu falso e incrédulo amor de si próprios. Ambos os dois, Eu e o que-sou duas pinturas diferentes, uma tela em surrealismos e uma folha com rascunho.

Fugir, ir e nunca mais voltar a sorrir e mais vezes do que as que queria admitir a me rir. De negrito, o meu humor, é o que se pode ter agora por estes lugares de entreter. Mala e bagagem para a partida, a despedida deste rebanho, ovelhinhas tão acagaçadas do lobo que  se comem à mesa de perna alçada. Sem hesitar na primeira facada o cordeiro sangre por 10 feridas. Escassas falham o coração mas sentenciam a comunhão do corpo de cristo, tenho eu estas e outra coisas visto com meus olhos feridos.

Pastor onde foste? Renegas o teu rebanho para se canibalizarem, desculpando-se com a erva ser mais verde do outro lado da cerca. Vegetarianos? Naaah isso é fora de moda, esta erva onde nos encontramos é seca vamos alimentar-nos, saciar a nossa gula em carne, bife de borrego e perna de porco, ou mesmo um tenro anho e cordeiro. Este é o pecado…, uhmm, qual pecado? Este é abafado carnal que os condena às masmorras.  Ahh, sim agora a erva, essa que era antes, bem rica e verde é agora amarras. Vejam só a primeira ovelha que falara em atirar a primeira pedra, esta pobre criatura ele coitada sofria de daltonia. Dizia ela em voz eloquente e bem quente que “Esta erva está seca!” vamos partir, abandonar a vida de sustento esverdeado e partir para o carnal e vermelhão! Vermelhusco e rechonchudo rosbife. Carne em sangria qual salga ou conserva, não vamos deixar nada na reserva, consumam com alegria até à fatiga. E logo no topo da colina vê isto e a ovelha negra partir. Lá distante vai ela a sorrir…

Aníbal "Canibal Luxúria" Treva Negão!
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