Algoquim

Se é a minha presença que te incomoda
Se é a minha ausência que te disturba
Para este tempo e entendo
Eu serei ausente sendo presente
Atrasado no meu ser azarado

Um homem disfarçado
Um rapaz despedaçado
Um miúdo abafado

Todo o azar ou sorte me fez a mim mais uma vez
Aquele arqueado e ímpeto arco de qualquer barco
O osso mais forte, o osso mais mole
A substância neste porte, a massa de fole
A viagem me volta deste defunto, até ao fim do mundo
O pendente pêndulo do relógio
O dependente relojoeiro na peça do tempo sem pio
Seu fio partido e quebrado, despedaçado na incerteza
De bolso, carga de tempo e entendimento da Teresa

IrRealeza perdida na realeza
Nunca na beleza
A minha casa na amargura e feita para esta armadura
Belo, Bela, Belamorte, Beloporte
Beloporto de deporto e massacre
A persistência de ti, tu és tempo
Dimensão de invisual, a queda do fatal…
Detalhe ao minuto, neste corpo de homem-puto

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