solum Tristesó

Estou cansado de ser sozinho, de ser algo sozinho
De ser o que acaba por ser sozinho
O ser que acaba por ser o não ser
Porque na solidão não é memória
Porque o sozinho é absoluto e oblívio
É esquecido, de feridas ou alegrias
O sozinho é apagado a cada encontro humano
O, o só, o sozinho é pequenino
E grande, é nada sendo tudo,
É o que foi, o que é e o que será no mesmo momento
É, é um ferimento que sangra continuamente
Sem qualquer estagnamento, com sangue eterno
É belo, para todos os olhos que nunca o vão ver
É feito para todas as vistas que nunca o avistaram
É solitário para os que o deixaram
É fugitivo para os que o abandonaram
É partida, é a chegada a parado
É poesia sem som, é génio sem dom
É crime sem arma, é crime sem vítima
É, e nada mais é

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