A-Ré.Mar

Quem queria, quem eu seria, nesta fatia
Nesta arte me perderia se algum dia
Eu me chamasse artista, ou fadista.
Desejo o mar, o líquido amar
Partir para nele me afogar, ou o abraçar
Viver nele a navegar…

Quem eu seria se na ilha me perderia,
Um náufrago de alma eu lá estaria
No rum afogado, pedrado em estado
A cantar, a falar o fado
A meu perto lado, as sereias do Sado
A  cantar, na melodia a me acompanhar
E eu com os olhos a fitar, o dançante mar

A contar a historia do Adamastor
Ele nas suas chagas, no seu clamor
Pedras e espetos, espinhos e duetos
Presos na suave areia eu e a sereia
Ah, como alguém devia saber desta melodia
Mas o som é para ninguém
Proferido como é devido, mesmo sem ser ouvido!

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