solum Currun-thê

(Meu deus, já são quase 5 horas…)
E o tempo passa, corre por mim, preso e vadio,
Solto e em rebeldia, quem diria
Este foi o meu companheiro,
O meu camareiro e parceiro,
Amigo, e imagino uma ou outra vez
Quiçá um preciso incorrígivel.
Este tempo, esta era, esta hora
E eu aqui, na rua, à luz do candeiro agora.
O que estaria eu a fazer se nada mais que fora
deitar para fora a vivências deste tempo
esta década, e século que persigo
ou talvez do qual corro, eu já nem sei Amigo tempo.
Que a tão alta hora eu me faço acordado
e na escrita me vou, nas letras afogado
parado a ver prosas de linhas
e eu a cuidar do gado, pobres animais,
são ovelhas, não são nada mais que os demais….
(dos crimes dos seus pais)

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