solum Insonno

Eu quero sono… quero que o abraço do sono
Venha ter comigo, que ele me puxe para o mundo,
O mundo de sonhos e pesadelos, o fundo
Da escuridão onde está minha calmaria.
Em insónia vou nesta romaria ao dormir
Penitência de querer adormecer sem sono ter.
Estou a dormir acordado
Vendo sonetos e maravilhas de sonhos e imaginação.
Quero dormir, maldição!
Meu corpo quer descanso não-eterno,
Minha cabeça anseia pela viagem da minha imaginação
O local de onde vem toda esta criação,
De onde veio o meu instrumento coração.
Maldição! Deixa-me deitar, seja só ou acompanhado
Mas quero estar deitado,
Podendo dormir
Nos lençóis de ir,
Nos lençóis de partir,
Na almofada da chegada,
Nos lençóis sem a espada.
A armadura pousada
Deixada a um canto
E eu no meu recanto,
Neste suave descanso.

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