Masq’e Catita

Lembrado por todos mas esquecido por cada um
Não vá ele deixar de ser todo e passar a ser apenas um
E esta música que fala, fala para mim como um pirata sem pala
Um viajante que caminha sem mala, e corre com uma enorme carga
E a vida que às vezes lhe amarga mas outrhora lhe sorri
Mas a ele agora já nem eu o vi, quem sabe agora o que foi de si
E eu em viagem com tudo que já vivi, uma trocha, um mala com quase nada
Roupa simples e uns papeis nela entalada.
Histórias dizem uns, mais recontos e perdidas memórias
E eu, que a eles dizia que daqui de onde eu estou já não ia,
Não ia nem vou para lado nenhum
Que eu já sou mais que um
Faz agora muito tempo que não sou
Quem fui, ou quem era naquela era
Na época da alegria
E quem diria que alegre estou
Sei quem sou, e quem também não sou
Ah para onde eu me vou agora daqui
Acho que vou para a escrita
Essa musa bela dita
Que me aperta a alma e a faz aflita
Por mais letras e escrita
Ah Senhora Beladita
Minha bem-vinda Benedita
A escrita, que mulher bem catita!
(ah poesia quem diria)

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