Poesiaemdia: VI – Seixo

Deve haver algo de errado comigo.
Se o teu veneno me consegue curar
Cada trago que levo à boca
Não me mata mas me foca

Não sou de certo igual a qualquer outro teu par
Eu sei me alimentar desse teu licor amar
Sem me nele me viciar, mas ele me sarar
Feridas e maleitas, tormentas e defeitos
Essa tua beleza que vertes para o cálice
E me levas à boca para eu beber
O Elixir da juventude que me faz um cúmplice
Nos teus crimes e travessuras
Ele entra no meu sangue conduzindo as loucuras

Isto não é amor, é compaixão, amizade e felicidade
Tudo no mesmo cocktail a bebida de beleza
A bebida de sensação, a alma na minha palma
Neste copo de simples vidro
Bebamos os dois da tua elegância e beleza

Embriagados para sempre em tal álcool
Envolvidos em tão suave lençol
Eu o teu protector de qualquer dor
Embriagados nesse teu licor
Os dois, montando o amor…
Saudando o calor.

Aníbal Negrão e Manuel Vela
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