Poesiaemdia: XVIII – Re-Conhecimento

Não fui construído na minha essência para ser reconhecido
Sou, quiçá, demasiado esquivo, e fugitivo para permanecer
O tempo requerido por estas pessoas para que seja visto.
Quiçá isto seja só uma alucinação, tal como muitas outras
Vejo agora coisas que não existem, coisas que existiram.
E agora deixam de ser. Algo que apenas vive na 3ª dimensão.
A dimensão que existe na minha mente
Sim, podem dizer que sou um pouco demente.
Ou mesmo para os mais ousados, maluco.

Mas não me reconheçam pelo que eu sou.
E Agradeço a quem faz isso mesmo.
Porque assim me permitem dizer um Adeus.
Sem todos saberem o que deixam partir
E comigo a poder sair para onde meu corpo demanda
Para onde a minha alma anseia estar

Se me reconhecerem terei que permanecer
Onde me reconhecem, onde me vêem.
Se há algo que não quero é deixar de ser Livre na Selva
Correr por entre a densa mata sabendo onde vou
Porque nesta selva de metal e silvas sei quem sou.

Podes nunca me reconhecer mas eu não busco
Esse teu, tão inútil e inoportuno reconhecimento.
Deixei-me no meu detrimento da 3ª dimensão.

Uma dimensão de escuro onde existem formas
Algo que é nada mais que memórias fundidas com sonhos
Deixem-me para o meu canto de quem é desconhecido.
Isto porque para além de vagabundo quero ser um desaparecido.

Texto talvez de Alguém chamado Crispim Arrimar…

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