Poesiaemdia: XXIII – O Esboço a Carvão

Faço de ti um esboço
Todos os dias sem esforço
Mas nele há um fosso
Que me puxa como um buraco negro
É o saber que não te posso ver
Nem te vou representar
Por seres impossível de desenhar
Pela minha mão de imperfeição
Apesar de continuar a tentar

O meu lápis
Parte como húmido giz
Dizendo que não pode esboçar
O que quero representar
Quero ver a tua face
Gravar as tuas linhas na minha memória
Todas as cores na minha retina
À uma eternidade que não te vejo
Já não sei como é o teu beijo…
Como é teu beijo….

Benjamin Riscos Carvão
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