Poesiaemdia: XXVII – Mãos

“Quero curar-te,
Colocar minhas trabalhadas palmas
Em tua pele e curar essa doença
Que preenche as tuas almas
Retirar-te esses insectos,
E esse pó e escuridão entranhada
Deixá-la para mim apenas,
Contê-la no meu corpo sem ser espalhada
Para ti, nunca dentro de ti, sempre em mim

Trazer a essa corrupção e depressão um fim
Nem que para isso tenha
Que leproso ficar assim
Caindo aos poucos mas regateando ao teu fim
Comprando com minha alma os bocados da tua
Que se perderam para os esgotos da rua

Escura e maliciosa,
Venenosa que te desfez em migalha
Incinerar toda essa doença na rochosa e,
Ardente fornalha!”

Dizem algums que foi Eusébio Estranho amor
Outro clamam que foi Adamastor Salazar Escudete
O escrito deste poema... ninguém sabe ao certo
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