Solidão diria!

Raios! Eu preciso de ti, solidão!
No meio desta multidão não é o sítio certo para mim! Tantas pessoas, tanto alarido e tumulto.
Maria preciso de ti, Solidão! Eu desgosto da forma como estas gentes agem, e se vestem, com aquela leve intenção de outra pessoas que não são.
Tu, Maria, não és assim, tu és nada, nada mais do que o que tu és. Completa sem tentar, e o teu corpo é tão limpo que faz de ti transparente, como um livro aberto. És tu e só tu – clara, pura, e justa, a amável solidão que me trata e saúda com sua presença quando mais ninguém o faz.
E esses que andam por aí a bando, donos e senhores dos seus  destinos, tripas e entranhas não são nada como tu!
Aglomerados e conjugados eles que fogem de ti, mas eu recebo-te de braços abertos, até muitas vezes se recebo com um carinhoso beijo e abraço, e muitas vezes prefiro estar contigo a estar com eles. De tantas vezes que estou com eles estou a pensar em ti, e hoje, anseio por ti Maria! Solidão diria!

Advertisements

About this entry