O Poema que ela nunca saberá

Ela desconhece o quanto eu a vejo como bela
Ela não sabe o quando nela eu vejo uma donzela
Desconhecido eu no fundo da sua vida
Mas para ela eu nunca viajei, nenhuma ida
Nunca partida de onde estou
Nunca conhecerá ela quem eu sou
Sem saber o que está na minha cabeça
Mesmo quando eu em frente a sua beleza

Este poema ela desconhece
Não por timidez, nada se tece
Não por falha de conversa
Mas por uma única peça
Peça minha, na minha cabeça
Deste poema ela nunca saberá
Qualquer letra dele, nunca verá
O seu significado ela desconhecerá
Ele não é de amor, nem de dor
Ele é uma poesia do que eu diria
Se um dia, se uma noite que seria
Todo o tumulto de criatura
Fosse apaziguado, ele sem perdura

Eu o Homem que sou sem limitação
Ela a Mulher que sei poder ela ser
Nada disto é a dita paixão
É o saber que se amor eu pudesse ter
Se sentir eu alguma vez volta-se a ter
Ela seria porque quem eu me apaixonaria

No ar há aquele químico
O aroma inato de contacto
O poema de amor bem dito
Nas entrelinhas do silêncio
A Rima do suave desdito

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