Ouve-se Paredes na canção do mar

Hoje descobri, não é isso, fortaleci o meu pensar que não ser de socializar. Vivo feliz mas pensativo na alegria dos outros, corrijo-me novamente, vivi pensativo, reflectindo no trajecto tão limpo de mato ou silvas que as almas que foi conhecendo tem pela sua frente. Eu seguindo, acho que a mesma calçada mas batida que sempre segui, inclinada, que me conduz ao topo deste cume onde vejo, agora e novamente, mais uma vez lá no fundo do vale de vez os arcos e círculos, as linhas e rectas que se formam na caminhada desses corpos e pessoas que vi uma ou mais vezes de perto… Estas ruelas, em alguns casos, ou estradas para outros desgraçados tão simples de caminhar ou viajar com móveis ou automóveis e eu desde pequeno no mesmo caminho, repleto de matagal, silvas e giesta que por algumas vezes me cortaram, quer mãos, braços ou cara por tão agreste trajecto.
Do cume avisto velhos amigos, alguns sufocam de caminhar tão limpos e planos caminhos, trilho este meu que me faz esforçar sempre que me vejo a deslocar, e tão selvagem é este lugar que nada mais nele há que uma simples brecha para apenas três lugares me levar.
A sua origem em tão modesta e velha casa de pedra, com dois destinos tão simples o de a casa regressar, ou dela sair. Esta ruela que de minha casa sai, a mais lado nenhum me leva que ao altar onde sirvo ajuda como quem verte vinho ou aguardente para tão perturbados e infelizes clientes, onde para além de uma simples bebida sirvo também a resolução de vários enigmas. Como remover do caminho pedras e pedregulhos, terra e enxurradas, e meu trajecto todo o seu caminho é repleto de calçada, nada mais que pedras escolhidas pelo tamanho e forma para pavimentar tão usado trilho meu. Mas neste altar onde vem quem problemas tem no seu trajecto apenas recebe dele não mais eu posso sair que para o cume onde agora me encontro, e de onde vejo tantas pessoas, e caminho, trilhos e trajectos e lá no fundo, na linha do horizonte quase, avisto o meu velho amigo, o Mar. Para ele sonho um dia chegar, mesmo quando a água do céu cair com tanta intensidade, sonho velejar até ele. Oh mar, sonho velejar em ti e deixar este caminho duro de calçada e inclinado.
De braços abertos receber tuas ondas por mais fortes e tumultuosas que sejam, todos os raios que em tempestade desejes lanças, tufões e furacões mas sonho em terra não colocar meus pés descalços por tão longo espaço de tempo que esqueça os caminhos que fiz, e pisei de tantas vezes descalço e onde me pisei

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