Es{que}[conhe]ças

Quero que me desconheças, que deixes de saber quem sou, que esqueças quem nos dias, nas jornadas que passei contigo era, foi e sou, quero que apagues isso, que disso faças despojos, que me desconheças…
Outrora me conheceste, em outro dia me saudaste, em outrem me abraçaste, em outra noite me bejaste…
Quero que faças disso nada! Nem que memórias sobrem que o tempo apague o que eu fui para ti, o que eu era mesmo para mim… quem eu fui, nesses tempos, nessa era… eu era, mas isso devias tu esquecer.
Me desconheças como nunca antes me tenhas visto, mas que agora, ou no futuro me venhas a conhecer, talvez depois de carinho, amor e carícias me reconheças, mas que primeiro me conheças e somente depois me reconheças, não que me julgues, não que me meças, nada de preconceitos, ou primeiras mal formadas impressões! Quero que me conheças esquecendo tudo o que conheceste. Tudo o que pensaste eu ser, a minha personalidade, a minha compaixão, que isso nunca antes tenha tomado lugar na tua vida… mas que de hoje em diante e quando me conheceres que o apalpes, e tacteies, sem sentido viciado, sem julgo de influenciados e que quando me conheces se formem na tua mente as memórias do que já esqueceste, do que nunca existiu porque nunca antes tiveste memória, pois te esqueceste quem eu era… e eu sou novamente, um nova pessoa. Não diferente, mas uma nova pessoa…
Enquanto tu pensaste ser o que querias, ou devias ser de ti e dos teus, caminhaste para tal persona, dirigiste-te para tal rua, não vendo nesse caminho companhia para mim. Claro que sempre há caminhos que tenho que percorrer sozinho, sempre fui alguém que suportava tal coisa. E agora, nesse caminho, tudo o que se diz ser eu, nunca o foi, todas a recordações minhas nada mais que meras películas em movimento no teu inconsciente, tidas como sonhos surreais memórias de nada, nem do teu passado, simplesmente estranho pensamentos que não fazem sentido e no fim de tal caminho conheças.

 

incógnito!?

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