Só1 Nota

Isto é nada mais que desconforto, isto é nada mais que morrer afogado
Mais e mais nada que ser torto, e pau torto não se endireita ou bate em gado
Menos muito menos que eu, já sou e fui e agora, nada mais que azeda amora
Nada importa, numa janela aberta e a porta, ela fechada e cerrada
Enfadada, entre o miolo e a espada… Sem armadura em guerra esfriada
Quente em ilusão de demente, defunto em vida de entrudo
Novo, o ano, velho o ser, idoso de dentro para fora, em tudo
Velho e amadurecido, jamais perdido, a nadar a maratona de vencido
Destemido pois continua lutando mesmo ferido
Soldado, combatente, General do abismal, corrente em salgado
Navegante e marinheiro, defunto de porto em morto
Velas e correntes em frentes por cordas em bela
Ela, nunca eu a Maria que um dia me deixara mas
Outra vez, outrora, sempre viria para me abraçar
Agarrar e acarinhar na amável e confortável companhia de Só
Nó que prende, Nó corrente em melodia de Só, neste Só…

Adamastor Salazar Escudete

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