Reboa

Há nesta cidade movimento, agitação em calma configuração
Viagem Viva em cartão por entre ruas e carris de compaixão
Pedra fria em ar quente, descalço faz de mim em Intendente
Desprovido em mente, por gíria sozinho somente
Em aguas livres perdidas em Aqueduto
Em quentes dias medidas em ar astuto
Boa, é esta melhoria de mar
Porto sem cidade onde iria eu amar
O azul, ao longe de barco a navegar
Cais para atracar, faróis para iluminar
Onde outros foram navegar e em gloria regressar
Aqui estou por dor e ardor a viver a Boa de Lisboa
Em abraço de sal com doce ela me ensaboa
Lava minha alga na travessia do Tejo
Quer seja por ponte ou com o Sodré em Horizonte
Mas bem, nunca deixar mal, sempre bem Belém
Naus e navios, barcos e barcas meras embarcações
Que levam nossos corações
Com regresso em constelação
Por ruelas de aparição, em contemplação
Ar e mar, nada mais, pode um homem comandar
Nada mais que sua Barca do destino, um fundo
Profundo oceano, este ano é de navegadores
Agora que sabem lidar com dores e tormentas
Em esperança de dança, em Lisboa
No grito de força se ouve, em reboa!

Manuel Vela
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