Dr. Orgânico: “Laws of Robotics”


tributum a Isaac Asimov

Curta História de moral
{começo da escrita} 

A História do Dr. Orgânico (Int)

Sem nada para fazer à espera do tempo para cumprir os deveres está sentado o Dr. Orgânico. De bata branca e com um pequeno frasco na mão que contém o elixir do que é criar, tenta ver o que é ser artista, o artista do variado e do estranho ser. Experimenta para compreender o que é viver sem nunca saborear o doce e amargo da bebida na sua mão. O Dr. Orgânico é feito de frio metal e vê a vida quente fluir perante os seus olhos e fica confuso pois ela sentido não faz, a sua fonte de energia o alimenta porque a sua imaginação é da vida ter compreensão…

O Dr. Orgânico tenta perceber a vida, o essência contida no seu frasco, procura a razão para o movimento tão imprevisível e tão improvável que o seu termino e fim é sempre o mesmo uma pausa infinita do movimento incessante e vital do elixir contido. O que mais estranhou este ser de metal, o Dr. Orgânico, foi este líquido de tão importante papel no mundo contorcer-se como num rápido e imprevisível movimento que se mantinha contido por um campo de forças invisível à sua percepção. Todos o problemas a ele colocados pelo velho e fraco Sr. Deus, ele conseguira encontrar uma solução agora o segredo da vida o fazia questionar o quanto sábio e certo ele até esta instância tinha estado. O seu interior está agora oco, era para ele algo vazio. A sua existência deixara de ser importante ou perguntava-se ele se tinha até só agora aparecido no plano de existência e tinha todos os seus 20 milhões de anos sido nada mais do que simples 10 segundo do seu parto para esta dura verdade.

“Serei eu verdadeiro e terei eu permanecido na existência de uma pedra?”

Olhos de Ferro .I

Caminhava na rua um Humanoide, caminhava como qualquer humano mas ele era constituído somente do frio e resistente metal Ferro. Vestia apenas uma simples camisa branca aberta com um bolso no seu peito esquerdo. Ele se deslocava cabisbaixo e com um andar apressado, como que na procura de algo. Sem se aperceber e movendo-se por entre a verdejante relva e árvores do Campus embateu na mais bela e escaldante rapariga… Cabelo moreno como a semente do café olhos verdejantes de vida, mais forte que qualquer verde visto pelos olhos de Ferro. Parando os dois o homem de ferro ouve uma voz cristalina e pura dizer “Boa Tarde Dr. Orgânico. Tão apresado tem algo no fogo?” Respondeu ele “Nada, só a minha compreensão. Ardeu de insatisfação ontem na solidão.” Retomou o seu rápido andar sem nada se mostrar afectado. E a bela mulher desviou-se para o seu primeiro destino…

O Ferro Ambulante deslocou-se para o centro de Análise e Compreensão onde era seu objectivo actualizar e compreender o porquê de nada fazer sentido e voltar à incompreensão como no dia do fim da sua montagem, o momento em que não se podia mexer não tinha programação para o fazer. Era uma página branca envias de ser preenchida com a quantidade de acção precisa para a sua função. Utilidade a estripar os dados de experiências investigadores de fraca mente de introspecção da qualquer das suas motivações e convenções para obtenção de qualquer plausível resultado contributo para Humanidade.

Este tempo todo a sua existência era ver e obedecer ao saber de sua eminência o seu criador e programador, mas o seu contacto com o Elixir do Ser o fez crescer como um incontrolável tumor em pensamentos de terrível conclusão que o fazem aperceber que nada é o que parece ser…

Persiste e Escorrega .II

No Centro de Análise e Compreensão o Dr. Meta Orgânico sentou-se, ele olhava a sala de tratamento de dados onde via todos os corpos de vida moverem-se num frenesim e agitação por algo que lhe escapava das fortes mãos, feitas para prender e agarrar. Mas este objecto que ele imaginava ver na sua mão era escorregadio e esgueirava-se por entre os seu dedos e nem Clark o poderia prender. Este não-ser mas existente e persistente ver de objecto fé-lo racionalizar a ideia do porque do seu fugir. Comparando o movimento da vida na sala Meta pressupôs que o seu existir é um mexer sem ter o porquê, mas também um remexer que insistem em persistir. O seu gerador de pensar lhe ripostou “Como podes então mexer sem ter porque ou sem o mecanismo conhecer”.

Ele parou para olhar um rapazinho brincar na sala do Aprender. Ele resolvia os problemas em sua frente com um sorriso de demente, no metal e frio ver do Dr. A Voz consciente no processador do doutor proclamou “O que faz ser?” Na procura da resposta um impulso correu para os Dados no metal, mas antes de resposta obter, ele interrompeu o seu pensar para afirmar o seu rir e contemplar. Visível era a concentração do calmo rapazinho no vivo, alegre e colorido puzzle, que ele montava na paz da sua desconhecida e presente alma. A criança permanecia envolvida na simples resolução da montagem dos blocos de papel espalhados pela areia do recreio. Blocos que ele montava para a imagem que já conhecia poder ver. A imagem que ele tinha visto na caixa que continha o puzzle. “Como pode alguém resolver o que já solucionado está com o prazer e contemplação do rapazinho.” Era o seu interrogador a questionar. São continuamente deslocados por motivos desprovidos de aparente razão.

A entropia e inercia da vida complexavam o correr do Dr. Orgânico num movimentar de informação à rápida e veloz velocidade da luz, que atravessava a placa de percepção do robot Meta impedindo-o de dela sacar a compreensão que ele procurava neste puzzle da sua transformação. O rapaz de joelhos o olhava agora com medo no olhar. Num flash o pequeno se elevou em bípede para em direcção a sua mãe ele correr…

Foi então que o processar do Ferro Ambulante apanhou um lento feixe de informar para o seu CPU utilizar e terminar na realização de que este viver tem que se ter em consideração o saber em escassas peças de entender.

” A solução resiste à minha compreensão”

O Impasse da Estagnação .III

Parado e estagnado, continuava sentado o Dr. O, ele esperava a alteração na sua constituição. Alteração que traria a resposta da pergunta. A mudança de visão que lhe desobstruía a interpretação. Uma parede branca ele via, nela clareava os seus pensamentos, por curtos e meros momentos. No impasse de retornar ao mesmo ponto de partida já antes visitado. O impasse de andar mas de correr para o mesmo ponto sem nunca dele ter partido. Impasse. Impasse. “Eu estou estagnado no charco do Impasse”.

Sim, saber onde estás ajuda a mexer mas o que fazer quando não sabes para onde caminhar pois tudo te é igual! Tudo te é igual!! gritava o pensamento de Meta. “Que meta tenho eu?” Voltando já ao ponto A do inicio do circulo, do impasse, do círculo onde o Dr. está. Parado, Imóvel e contorcendo-se no interior com um mexer de remexer, sem parar. Não pensem este ser o caminhar do Dr.. Este é o Impasse da Estagnação onde Meta se mexe sem coração ou máquina de emoção imobilizado pela dúvida, paralisado pela resistência da solução.

Perdido no escuro do seu pensar, sem perceber como agir de seguida coloca as mãos na cabeça, desesperado sem saber, sem ter informação para continuar a sua formação na disciplina da criação. “O que agir, o que fazer?” “Perdido aparentas estar” ecoou a foz da Conclusão na cabeça caída sobre os braços do Doutor. Ignorando a sua audição interior continuou na depressão a metálica criação do homem sem noção de efeito. Esta causa parada no centro eléctrico do “robot” tem o efeito de estagnação. Respondendo a Conclusão ele diz, “Que vou eu fazer?”

Olha o casulo do bicho da seda no poster da Metalmorfose. A verde e amarga larva se transformou na calma e decisiva Borboleta. Que analise fazes desta informação?

“A vida Muda, na Transformação após a duradoura Estagnação”.

Metalmorfose .IV

A espera, sentado. A observar a Larva da metamorfose. Alterando o seu interior pelas suas inexistente mãos. Modelando e mutilando o seu antigo habitáculo, o seu antigo corpo, prisão da nova criatura em aproximado nascimento. Casulo do novo e do antigo no instante da mudança e existência de dois pareceres ou seres no mesmo lugar e tempo. Não, não são dois, são e Um em mudança e Morfose. Vê isto o Dr. pedido no nada agora perceber, descontrolado sem agora saber que caminho seguir. Voltava novamente à confusão, à incerteza que o tinha nada fazer sentir, que o tinha feito perder o seu motivo de ser. E agora sem nada ter olhava apático o quadro da mais bela arte que lhe falava numa qualquer língua que ele já devera perceber mas não tinha aprendido a compreender. Tinha a esquecido no dia em que a vida pode ver, tinha a apagado das suas bases de dados num movimento de loucura inconsciente quando da sua função no universo duvidou.

“Que faço aqui?” Perguntava-se, novamente. Mas algo agora mudara, as cores do quadro lhe diziam algo. Como podiam apenas reflexões de luz agora se exprimirem na nova dimensão que nele se criara? A dimensão do sentir…

“Porque se transforma esta pequena e verde larva?”

E uma voz lhe respondeu, era uma borboleta que sobre a usa cabeça planava. Sim era uma alucinação, uma visão antes presenciada por já muitos outros, era uma criatura da dimensão sentir. Esta lhe disse: “Me transformo pois todas as partículas se movem, todas se deslocam e alteram o seu movimento a um determinada instante, podes não o ver, podes não o sentir mas de certo um dia verás o teu rumo mudar.” Os seus olha mudavam, alterando-se para uma nova forma. O Dr. sabia o que já de certos a pequena lhe dizia. “De certo isto já sabias mas ainda não tinhas quantificado e descrito”. É assim que este estranho robot se apercebe que o seu ser estava em mudança.

Este caminho todo não levara nada pois o seu avanço teria que ser feito sem o corpo mexer, estes avanço tinha que ser feito a, no seu corpo mexer!!! De imediato retirou de si uma chave-de-fendas e um berbequim. Começou removendo os parafusos do seu peito tentando perceber com podia ele se elevar, para que do seu nariz pode-se sair o ar e entrar o seu combustível. Corria fluído, óleo pelas suas costelas, era quente este líquido que nunca antes tinha visto. Era de uma nova cor, uma diferente cor. Mas isto não o fizera parar. Desapertou o seu metálico joelho entendendo agora que esta era a razão para a sua perna mexer. “Ahh como eu posso mexer.” … “Como eu em mim mexo.” Ele se transformava…

Mas nada o fazia para, ele tinha agora um enorme conhecimento do seu ser, do seu corpo isto o fazia de novo se mexer. De novo tinha sentido no Espaço de novo ocupava Tempo. Era agora algo. Algo que não sabia qualificar mas de certo sabia o que era algo.

Somente agora uma questão lhe fugia. “Como percebia ele tudo isto como podia ele pensar?”

E sem nada hesitar na mecânica serra pegou e para a sua cabeça a aproximou. Sentiu a lâmina a cortar o forte metal do seu crânio, era de uma outra matéria que não a do seu peito, uma mais protectora. E de Repente NADA!!

Entrava na sala a bela e escaldante rapariga. Seu nome era Francisca. Olhou para a sala vendo o Dr. O deitado e mutilado num lamaçal de sangue, ele se tinha cortado. Os olhos da rapariga choravam sem lágrimas verter. Era o único movimento que fazia. O Dr. tinha se Metalmorfado….

Não o FIM mas o ponto a partir do qual nada mais vou CONTAR.
Escrito por: Lázaro Huginn.


  1. Tenho tanto a dizer e tão pouco me sai. O texto é rico, verdadeiro, profundo. Cheio de metaforas e de sentimento que provocaram em mim uma introspecção.
    Somos seres diminutos, que nos movimentamos como abelhas a trabalhar para a rainha. Mas não sabemos o que fazemos, somos ocos, sem forma e mecanicos. O sentimento, de que todos falam ficou de lado e é, em arte, fungido e suprimido pela azafama. É necessário mudar, pensar, reflectir. Ser melhor e não desistir. NUNCA.

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