Papelduro

  
Este Papelduro onde gravo estas letras é o registo de guerra do ocupante desta metálica armadura!
“Armadura”
Mora na armadura montada e construída um espantalho. Ela feita de metal ele, um miolo em carne!
Este espantalho de carne que alberga minha alma é a segunda camada da minha armadura. Abaixo do metal frio resta a vestimenta de carne amassada e riscada por restos, réstias e ricochetes que embatem na metaleira, deixam amolgadelas nela e ferem a suave carne.
São os sinais do combate por fora, todo aquele embate de balas… me relembra a batalha em que estou, eu nesta jaula que me prende nesta guerra. Ah a dor já não emana qualquer berro de mim, esta vestimenta de carne já pouco sente…Por entre as brechas da armadura que pendura vêem-se os ferimentos e marcas desta tormenta que me fustiga. Um bom combatente deve ser persistente, e este armadurado soldado neste intrépido conflito não ficará aflito, poderá por vezes cambalear ou tropeçar mas é um resistente deformado e fundido com metal, encobridora de suave carne. Eterna é a tormenta que o comprime no ferro da sua armadura e nos projécteis de sua ardura.
Ah como esta dura, e eu Ebo em vezes, nada mais que um pendura na armadura vou em frente para a linha da frente, escravo da sobrevivência, doce raiz da perdura de tumultos. Rija, resistente arma-dura que em minhas mãos carrego e recarrego a arma perseverança. Deformado saco carne, comandante da armadura que me carrega o espírito, doente e ferido! Contaminado das maleitas da guerra, nela de dor já nada berra, a ninguém enterra sem que antes sua carne seja pedra, dura, firme. Presa e conciliada na segurança e firmeza do instinto de guerreiro, soldado e matador. 
Esta ardura em mim, esta chama que arde no meu peito, arde na minha carne pela presença de estilhaços. Agora no peito estão os pedaços de ruptura da bela armadura, ela dura e eu mole, atingida pelo morteiro na trincheira dessa famosa batalha da Pedreira. Estes restos de ferro da carapaça cravados no meu peito, espetados como rosas, encravados no músculo são a lembrança da destruição desta Guerra Maldição. Este fractura da armadura deixou marcas, estilhaços, restos neste corpo sem gestos para além dos movimentos da guerra de alguém.
  
e toda a insónia que vem com este peso de metal…
e todo este sangue que mancha o brilho da couraça laminar
este poço e piscina de sangue que vejo reflectir no meu Elmo.
 
Tantas fibras e músculo, tendões e tecidos numa parafinaria de costuras e feridas, cortes e perfurações, nada mais que hemorragias. Mazelas e sequelas da história, e na guerra os mortos são relembrados e os heróis fugazmente adorados, o mérito de matar bajulado em terras de heróis e odiado em terreno de destruição. Toda esta compaixão encaixotada na armadura, tachada com correntes dentro do saco-carne. Toda a corrente, o fluxo de hemácias  que fazem este ser uma hemofílico!
Mas o que me faz escrever não é ainda estas correntes, é a rigidez destas paredes deste couraçado. Com lamelas, laminas e placas, pregadas e fundidas. Derretidas na carne e queimadas para se liquidificarem num só, o soldado de ossos, carne e pele agora em simbiose com a sua construída armadura. O inorgânico como capuz da carne, a protecção do matador, um peão e cavaleiro neste combate, imortalizado pela sua nova fortalecida pele. Mesmo que esta armadura fosse de possível remoção o seu coração de certo estagnaria e sem qualquer mais corrente este resistente ficariam demente, febril e céptico, congelado, empedrado como estátua do seu heroísmo e valentia. Chia esta armadura, mas a minha carne não faz som.
Ah como estou aprisionado dentro da minha própria salvação, meu salvador, minha armadura que me entrava e estanca neste lugar, e dela saem sons.. não  os de metal mexendo, ouço as vozes! Elas ecoam pelo meu crânio, os sons de aflição e tormento que caminhou pelas mesmas estradas e florestas que as vitimas do combate. Nestes cantos de ferro o escuro mantêm as vozes mais vivas nesta cabeça que quem as pronunciou, os sons dos aleijados, em agonia e perdidos para as feriadas de balas, canhões e morteiros e eu que os vi feridos e perdidos uma vez, assombram agora dentro desta armadura. Eu quase intocável mas atingido vivo nesta habitação de metal com os registos de agonia e luta…
 Ah a ferrugem ela entrava me os movimentos não por falta de uso mas por velhice e esforço, tanto tempo e arduras secaram as dobradiças que a fazem chiar nas fissuras agora restos de arreia e farpas de madeira encravadas. Este couraçado que fere quem lhe toca ou amacia… esta armadura ninguém a faria senão eu mesmo nunca ninguém pensaria algum dia precisar de um escudo de dureza para encobrir a sua magreza e mesmo proteger a sua “beleza”, não que ele seja nascido em qualquer  casa de realeza mas uma vez o salvador será se para sempre chamada para apaziguar a dor, terminar e comandar para o fim desta facção chamada Dolorosa. Eu, nesta guerra não combato outros soldados, enfrento as dores e chagas de outros. Corro por entre as chamas de raiva e violência de quem mora na minha terra natal, terra essa que é a dos anormais e renegados. Não sou o único soldado desta Guerra mas sou o único soldado com tão persistente armadura, ela de tão resistente que me escuda de minhas tormentas e granadas dos que me julgam ser um monstro mas também protegem quem em mim procura refugio.
Mas eu os monstros deles sei eu dominar  e com tempo os ajudo a derrotas mas os meus morram já dentro da casa de ferro, um soldadinho de chumbo de tão pesado que agora sou com tanto morador que habita tal casa. Somos eu e eles, os monstros, ogres, goblins e devoradores vizinho e bem amigos, aprendemos a partilhar o espaço, mas estas quezílias que vem a superfície por vezes escalam para tumultos de tão graves que tornam esta carne em papas e no interior da armadura ela deve repousar até se solidificar e de novo um ser formar… a eu a amassar tanta carne dentro desta armadura, vísceras e tripas a nadar em tão vermelho lago sanguineo.
Este armadura é o que faz de um duro pelo exterior e resistente pelo interior…
 
 
“Amargura”
Sinto me morto por dentro, as vezes podre ou desfeito, em cinzas, em ruínas, um antigo palacete de uma era tão antiga que ninguém se lembra mais do que outrora tais pedras foram.
Uma memória esquecida, removida e apagada da qual nada mais resta que pedras, frias e duras, imóveis, estáticas, tal como minhas veias congeladas, fragmentadas pelas pancadas… um ou outra já em fina areia… areia, pó sou eu por dentro…
Não sou mais homem, talvez nunca tenha sido, mas alguém insiste em me manter neste mundo vivo. Não sei bem se preso ou contido.
Alma, acho que já não a consigo ver em mim, estarei eu cego? Ou ter-me-ei esquecido do seu aspecto? Um ser em espectro, radiação, maldição…
Deixei de ser humano, algures neste trajecto, já nem sinto o meu corpo, muito menos o que há dentro dele.
Sentir ele sente criei uma película que reage a tudo a minha volta como se eu proprio existisse e assim que essa membrana se tornou flexível acho que deixei se ser, esqueci toda a tristeza que vivi, esqueci toda a alegria que vi…
Alma penada… arte acho que é esperada mas até isso já julgo não ser meu…
Não pode ser meu, nunca fiz nada de produtivo, dizem que sou criativo mas eu não acredito, sou céptico talvez, ou fui uma vez, e no rio Vez nada.
Afogo, com tal rica arte de sufoco…Caminho meio-morto já é para mim um desporto.
Da água não vejo bom porto…
A armadura, a metaleira me guarda, até alguns dias contem, mas por baixo dela já julgo não haver carne, somente as gotas de sangue me fazem crer que dentro do ferro há ainda carne. Infante, soldado… já nem sei o que sou, acho que nem guerra houve, mas no meu corpo ainda ecoa o cheiro dos corpos queimados, do óleo da maquinaria, da pólvora das balas… O som dos bombardeamentos, o “clank clank” do funcionar dos tanques, o tom negro do óleo, do queimado nas minhas mãos! O vermelho, o encarnado, o, o.. o… vermelho.
A piscina de sangue!! Meu sangue? ou o sangue de quem vi…?
A carne talvez seja fraca, mas minha armadura é rija, e minha carne, se dentro dela existe, vive e persiste.
Será carne, será espírito, será que ainda sou eu?
Não sei se preso, ou com peso, tanto metal em cima de mim meu caminhar de certo tosco ou custoso.
Vem minha armadura vamos sair daqui, terminar…
Pumb… ….Pumb… …. pumb
Os pesados pés descaem sobre a terra a cada passa o som vai sendo mais fraco, esta armadura leva-me para outro lugar, aqui vou eu a pedalar na direcção do nevoeiro que se abate sobre a florestas tropical…
 
“Enferradura”
Meu corpo parece ganhar ferrugem, músculos ásperos, presos, constrangidos como se meu corpo estivesse perdendo a fluidez. A sua lubrificação escassa, suas dobras e articulações cheias de areia, ferrugenta.. o sangue seco, coagulado deixando este espantalho de carne em pedra. Empedrado como que parado e congelado no tempo, no espaço, apenas sua mente esperneia debatendo-se contra a viscosa insanidade que agora partilha este apartamento onde vivia apenas um… sem espaço para ambos a senhorio cérebro recusa-se a deixar me partilhar a casa com a dama Insana. Ela não pode voltar para a rua e insiste que tem que aqui morar nos dias de hoje, claro que eu lhe fiz a cama mas ela não se deita nela, acho que esta senhora nem dorme ou descansa!
Gélido nesta armadura ela me fala, de me diz que sou um ser perverso e retorcido, uma mente que não tem corpo seu, um corpo alienado, desfigurado que a ela lhe pertence e temo que ela tenha razão, ela já tomou conta das rédeas deste casulo por várias vezes…
Sempre que eu o comando ele permanece enferrujado, preso e barulhento… não o controlo, ele não me responde, ou meramente reage com lentidão. Essa ferrugem que digo ter será minha ou da armadura? Tal resposta eu acho já ter… mas, mas não pode ser, não é possível que esta ferrugem seja da mente…
Como sempre, se eu aceitar o abraço da dama Insana toda mecânica desta cápsula dura é para mim conhecida, nunca vi tal armadura funcionar tão bem como quando aceito o seu caloroso abraço, tão forte e persistente abraço…
Dama insana, será você que limpa tais fissuras e dobradiças de de minha armadura? Ou será a senhora que faz a muda e oleia este metal sob minha carne, esta minha carne em metal, esta fundição de carne e metal. Mas de cada vez que eu e a senhora nos juntamos em tão vivido contacto toda esta tralha de arma, dura e e resistente passa a ser tão mole e maleável como meus simples músculos, tanta vezes ainda mais flexíveis que carne, as vezes plasticina, inquebrável  mas amassada, afastada e abatida preenchida de moças que rapidamente desaparecem como que quando uma bala perfura a água…
Mas esta ‘dura quando dela quero sair me prender, e ferra a carne no lugar, imóvel, a Enferradura toma lugar da armadura e me traz dor a cada membro um de cada vez ou vários ao mesmo tempo… Assim torna-se aradura, árduo o  qualquer movimento, qualquer deslocação a mais simples movimentação se faz agora com a mais dolorosa e perfurante picada, chicotadas por vezes, pancada outrora, choques ou cortes, o simples deitar é espetar pregos no meu dorso. Deitar me em cama dos mais afiados pregos… esta armadura sempre presa a minha carne ela e o metal são parte do mesmo animal, infame Infante Ebo…
Nunca mais soldado quando sua armadura lhe confere toda a dor que a ela foi causada por esta guerra. Ela que leva com balas nunca geme ou grita mas agora me faz a mim querer uma serra, amputar este membro fantasma que me trás chagas e espinho…
Mas sem ela não estaria eu aqui, esta abominável soldado, herói ferido em combate mas que nada mais sabe que o combate. Em sua pele de sete em sete se lhe espeta a ferrugem por entre a armadura para sua tenra carne… A pena de Enferradura cravada pelo corpo, nada mais que desporto agora passados milénios de dor e ardor, tanto pesar, de certo vem de carregar esta Armadura, Armagura com tanta enferradura… 
 
“Trechos e Trincheiras”
“O metal da arma que levo nos meus braços, parece ficar mais frio, mais duro, difícil de carregar. Parece que é um atrofio do meu ser, é mais um membro de meu corpo destinado a terminar a vida. Meu uniforme uma vestimenta de simples simbolismo de integração, mas por entre chuvas de chumbo e morteiros sou um assassino nato, um objecto a mover-se em diferente sentido de todo o aglomerado. Um rasgo por entre a selva cortando a selvagem vegetação. Com catana afiada por entre árvores e osso de já depostos reis e soldados desaparecidos. Agora entre quatro paredes, espero. Deixei o conflito, mas estas paredes a cada dia aproximam-se mais e mais de mim, um metro por hora encolhem para me encarcerar entre pedras, de certo o único lugar onde já deveria estar. Meu cérebro é rápido e interliga-se de modo diferente, e permitiu-me até este dia resistir às chagas de outros almirantes e generais, que caíram diante mim ou pelas minhas delgadas mãos.
Neste quarto agora estou de fractura mental, nada me é possível fazer. Minha cabeça nada consegue produzir. Aguardo ferneticamente, por entre o ar tão rarefeito da divisão que me surja nova razão para ser útil, nem que para matar novamente. Depressiva-mente me deito no chão de azulejo azul claro do meu quarto, mas meu corpo e massa não aguenta quieto por muitos instantes. Tento descarregar a raiva que se vai acumulando pelo tédio de morte que se apodera de minha mente e de meu corpo. Na selva nunca isto me aconteceu…”
“É como se minha alma, minha substância interior quisesse rebentar para fora de toda esta carne cortada e sarada, recuperada de balas e espadas, preenchida por cicatriz, como se meu coração de soldado me impedisse de continuar a viver neste podre corpo infectado pelo crime e assassínio. Sou prisioneiro nesta prisão de ossos e massa vermelha, carne e tendões envolvem, abafam e constringem meu ser interior, minha mente e memorias. Esqueço-me novamente quem sou, deixo se ser alguém. Sempre isto acontece antecedendo a espada perfurar outro corpo que não meu por minha pecaminosa mão. Ebo tenta rasgar a pele dura que ganhou já fungos de tanta porcaria em que tocou e causou, mas Ebo quer sair, esse Ebo que já se perdeu novamente no combate e de tão isolado e afastado da realidade que se encontrar a na sua demanda por morte.
Neste momento não sou Ebo, sou o Soldado 13 que seu papel nesta guerra é limpar os que são um obstáculo para as intenções e desejos furiosos do comandante Aparício. Sou o soldado utensílio, o correio da morte que bate à porta de sua vítima. Sem demandar uma razão ou um porquê o soldado lê o papel com nome e pega na sua arma e caminha para a porta da fama com letreiros de fama do nome que o leva para esta demanda. Uma demanda que já é parte do Soldado, mas de Edo parece permanecer afastada.”
“Sons, simplesmente, sons do metal da montagem da arma. Metal a encaixar-se, numa sinfonia de calma e sintonia, os clicks e clacks que acontece sempre que a arma se tem que limpar, explosões, fortes abalos e sons… Tudo na minha cabeça… a voz do comandante a ecoar atrás da linha da frente. [ -Mantenham-se escondidos!]. O Cabo Lourenço mesma à minha a esquerda, não a mais de 2 metros de mim, escondido por entre duas pedra de mármore já um pouco enterradas por entre o solo. Eram quase da altura do Cabo os blocos da pedra, e por entre elas, a voz rouca do soldado ecoa na minha cabeça: [“Flanco direito a sucumbir”]. É como se, agora, de olhos fechados a tentar adormecer, isto após 36 horas sem deitar este saco de meu corpo nos lençóis de lã que por entre o escuro das pálpebras se forma uma quase real imagem. Existe por entre a minha mente, na dimensão do escuro de meus olhos uma outra realidade. O eco da minha memória monta-se como realidade dos “olhos encerrados” neste sonho de pedra que tenho no alpendre.”
Sem pão, sem nada para meter a boca, estou no meio da selva. Infiltrado por entre o verde, camuflado para não ser avisto. Há 3 dias que resto aqui à espera do alvo. Da vítima que mais uma vez terá de sucumbir, são as minhas ordens. Sem qualquer migalha de pão, tenho apenas o cantil de águas para me saciar a sede, mas até este já está quase no final, não me resta mais do que um dia de ração de água. Caso o General Albul não se entreponha entre a minha arma e o seu quartel terei sucumbido a toda este estado agreste da selva tropical. Mesmo sendo um extremista que prefere “limpar o lixo” com as próprias mãos, algo dentro de mim, no meu estômago, me diz que está qualquer coisa errada. Talvez seja já a fome a afectar a minha mente… o que não dava por um pão.
Como vou eu regressar para a presença dos corpos que me acompanharam e tocaram antes de eu ter partido para este inferno de carne a arder e chamas de destruição, não posso permitir que este buraco negro me sugue novamente, por pouco estive para deixá-lo sugar a mais importante pessoa na minha vida. Tive de manter o silêncio para não a conduzir a este fundo, isso custou-me muito… Custou-me o seu afecto… Mas nesta guerra agora pretendo manter a lutar, este é o tempo de confronto e luta. Brevemente, espero, chegará o tempo de sarar os cortes que foram já feitos sobre mim e todos os próximos. É tempo, agora de amassar a farinha de trigo para não passar fome, é hora de combater, tempo para confrontar este buraco negro e resistir, para alcançar o momento em que será hora para sarar as feridas e curar o mal que este buraco já fez. Silêncio foi a protecção que usei para os outros, o mesmo silêncio que me custou a separação para esta viagem de recuperação, o silêncio que me custou o Ser e a sereia…
 
 
 
…Ebo Bravo Soldado…
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This is an excess of  imagination and a lake of reason and motivation to really make of that something of relative importance. So to try and act against  that we create this “chauvinism”, the strong idea that life is not only what we think is similar to yours. We dispose of the idea of similar and equal to our Carbon make up. Do not think you know how life works and is, simply because you lived and experienced? You only lived and experienced one type of it!! And that experience was in abundance alter and conducted in your-own person defects and previews of others. Your view is only one and in a whole world weights noting more than a feather compared to a planet. Live to know fallitur visio.